quinta-feira, 13 de maio de 2010

OS SOCIAL-DEMOCRATAS JÁ REELEGERAM CAVACO SILVA, MAS NÃO VOLTARÃO AO PODER ANTES DE 2013.


Já está, Pedro Passos Coelho acabou de cair na “armadilha” ...

Para o bem e para o mal ficará sempre ligado ao aumento de impostos, e às dificuldades que daí virão para os portugueses.

Era o que se esperava do maior partido da oposição, responsável, que colocou o interesse Nacional acima do interesse partidário.

Todavia Passos Coelho errou na estratégia. Não deveria ter tomado a incitava pública de anunciar e menos ainda de quantificar as medidas impopulares, que estava disponível para apoiar.

Deveria ter deixado o ónus dessa iniciativa ao Governo.

Antecipar-se e divulgar as medidas da forma que o fez, pode ter ganho protagonismo imediato, mas certamente perdeu muitas das intenções de “voto” que obteve na última sondagem da Marktest.

Pouco importa se ajudou o país, quanto a mim foi um gesto patriótico, mas de nada lhe servirá, pois, por via disso, não terá hipóteses de chegar ao poder antes das legislativas de 2013.

José Sócrates recebeu assim um balão de oxigénio, quem bem precisava. Limitou-se a ir a “reboque” e prepara-se para dividir as “despesas” com o Pedro Passos Coelho.

Se, como se espera, sairmos da “crise” em que nos encontramos, e reencontrarmos o “rumo” do crescimento e do desenvolvimento, será provavelmente o PS que daí retirará os maiores contributos para se poder aquentar até às próximas legislativas e, até mesmo, as disputar com eventual êxito.

Tinha razão Ferreira Leite, em não apoiar aumentos de impostos para reduzir o défice. A redução deveria fazer-se sim, mas do lado da despesa. Mas a pressão imposta por Bruxelas e pelos mercados, para uma correcção mais rápida do défice, não era possível apenas com cortes na despesa.

Assim, e em conclusão;

O PSD vai pagar um preço muito alto para reeleger Cavaco Silva;

Uma vez reeleito, o Presidente irá defraudar as expectativas daquelas que, em troco deste apoio, esperam uma reedição, mas ao contrário, da coabitação protagonizada por Cavaco Silva então 1º. ministro e Mário Soares Presidente da República.

O prof. Cavaco Silva é um técnico, um economista experiente, defensor da estabilidade, e por isso não irá criar constrangimentos, ou contra-poder ao Governo, que prejudiquem o país;

Se José Sócrates não cometer mais erros, chegará sem problemas ao fim da actual legislatura.

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