quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Se a cimeira fosse nas Berlengas, Lisboa não parava

O Governo acaba de decretar a “tolerância de ponto” para Lisboa no dia 19 do corrente, por causa da cimeira da Nato que se realiza nos próximos dias 19 e 20, no parque das Nações.


O Governo justifica a decisão por razões de segurança e de limitação à circulação durante o período do evento.


Parar uma cidade, a capital do País, mesmo pelas razões referidas, parece no mínimo um absurdo. Perante a crise em curso, de que tantos falam, o que faz sentido é produzir mais e não menos. Lisboa vai, assim, contribuir com menos um dia para o PIB de 2010.


Vá lá entender estas decisões.


Não está em causa a importância desta e de todas as cimeiras, ou reuniões, que se realizam com frequência em vários pontos do globo.

Neste momento está a decorrer a cimeira dos G20 em Seul, na Coreia. Em 17 de Outubro tinha havido também em França, sobre defesa, etc.


Para além das enormes despesas com a exagerada segurança dos participantes, há ainda as despesas inerentes ao controle de habituais manifestações de grupos radicais.


Existem mais de 600 grupos anarquistas e anticapitalistas. Muitos deles com capacidade e treino militares, que se podem concentrar em Lisboa nos próximos dias.


As imagens que nos chegaram de outras cimeiras mostram uma violência extrema e destruição de equipamentos públicos e de bens privados.


Uma autentica selvajaria num mundo dito civilizado.


Por tudo isto as cimeiras e reuniões ditas de “alto risco”, só deveriam realizar-se fora dos espaços urbanos, em locais com pouco impacto nas populações residentes, a bem de todos.


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