sexta-feira, 19 de novembro de 2010

As 1131 propostas de alteração ao OE2011 e a falência do País

“Não perguntes o que o teu País pode fazer por ti, mas sim o que tu podes fazer pelo teu País”

JFK


Não sei se o Orçamento de Estado (OE) foi alguma vez tão mediatizado como o OE para 2011.

O motivo é evidente todos eles mexem no bolso dos contribuintes, mas o OE para 2011 mais do que mexer, leva também os próprios bolsos.


Parece, no entanto, estar interiorizado que os sacrifícios são inevitáveis, e que mais vale fazê-los por vontade própria, do que esperar que, de fora, o FMI no-los imponham, como já sucedeu no passado, o que seria bem pior.


Após muita escaramuça na praça pública o Governo e o PSD chegaram finalmente a acordo, e o dito orçamento já tem aprovação garantida.


As restantes forças políticas representadas na Assembleia da República declaram o seu sentido de voto contra, muito tempo antes de conhecerem a proposta de Orçamento.


Actualmente esta a decorrer o período de discussão na especialidade, após ter terminado o prazo para apresentação das propostas de alteração.


Imaginem que pela oposição foram apresentadas 1131 propostas, sendo que destas 1122 foram apresentadas pelos partidos que já chumbaram o OE.


  • PCP 401; BE 379; Verdes 276; CDS 66
  • PSD 9
  • O PS e o Governo apresentaram 66 propostas para “acomodar” o acordo com o PSD.



Mesmo que, por absurdo, o Governo acedesse a aprovar também estas 1122 propostas, mesmo assim o orçamento continuaria “chumbado” pelos partidos à esquerda do PS e à direita do PSD.


Para quê então este diluvio de propostas.


O País está, segundo dizem, em pré falência-técnica, mas estes Srs. Deputados continuam a fazer a sua política ideológica, e mais preocupados em defender propostas que, no actual contexto económico, sabem ou deviam saber, que são irrealistas.


Na última década o País praticamente não tem crescido. A média aritmética situa-se abaixo de 1 %.


Os orçamentos apresentaram sistematicamente défices sucessivos, -4,11 % na média dos últimos 10 anos.


Por isso a dívida externa do Estado representava, no mesmo período, uma média de 60,97 % do PIB.



Mas não é só o Estado que vive acima das suas possibilidades, todos os portugueses enfermam do mesmo mal.


No final de 2009 a dívida pública e privada era de 370,6 mil milhões de €, o que representava 225 % do PIB desse ano, e continua a crescer.



Recordando John Fitzgerald Kennedy : ...” o que é que tu podes fazer pelo teu País”


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